Neurociência, Aprendizagem, Lúdico

Neuroeducação é uma nova área do conhecimento que promove a integração entre a neurociência e a educação, trata-se de um campo interdisciplinar para auxiliar na aprendizagem, beneficiando a memória, o raciocínio, a linguagem e outras áreas cognitivas.
As diversas dificuldades escolares, são desconcentração, falta de foco, distúrbio de memória, esquecimento, falta de atenção, dificuldade na aprendizagem da língua estrangeira e bloqueio, entre tantos outros fatores que limitam o sucesso no desempenho escolar.
Qual a contribuição dos jogos na aprendizagem?
A anos atrás, o jogo era encarado como divertimento e sem nenhuma contribuição na área do conhecimento. Mas não pode ser descartado as bases cognitivas, psicológicas e fisiológicas para o divertimento.
Jogos envolvem tensão, equilíbrio, compensação, contraste, variação, solução, união provocando incertezas.
O jogo se resolve entre a tensão e a solução, estimulando maturação cerebral, competência social e controle reduzindo o stress e gerando emoções positivas que são a alegria e a cooperação.
No processo educativo a importância é acelerar a dinâmica da aprendizagem, visando promover o desenvolvimento de competências para ampliar a capacidade cognitiva e intelectual dos alunos. Uma das ferramentas, são os games que estimulam no aluno, desafio, fantasia, estímulos sensoriais e curiosidade. Provoca ausência do tédio ou ansiedade permitindo que as habilidades cognitivas estejam ajustadas aos desafios que se apresentam com o uso frequente dos games. As habilidades cognitivas que se desenvolvem são, aptidão lúdica, improviso, capacidade para interpretar e construir modelos reais, compartilhar opiniões, sequência de histórias e capacidade de negociação.

Distúrbio Emocional

A educação inclusiva, é voltada às crianças com necessidades especiais que levam as dificuldades de aprendizagem ou limitação no processo de desenvolvimento dificultando assim o acompanhamento das atividades curriculares.

Ao longo do meu trabalho, venho vivenciando experiências das mais diversas em sala de aula, no convivio com meus alunos me deparando com diversas situações, em várias delas, nem sempre um aluno que apresenta distúrbio emocional, apresenta dificuldades na aprendizagem. Embora o aluno não consiga gerar um convívio saudável no grupo, acompanha as atividades desenvolvidas na sala de aula com facilidade. Esse aluno é rotulado, excluído e sem o devido acompanhamento necessário.

Por conta desse distúrbio, vem ocorrendo a cada ano, um maior número de violência nas escolas e em consequência na sociedade em geral.

O ambiente escolar além de ser o principal veículo na área do conhecimento, é importante quanto ao surgimento do verdadeiro espírito de solidariedade, da socialização e dos alicerces dos princípios de cidadania. O acesso ao conhecimento contribui para que aptidões e habilidades sejam desenvolvidas, mas os alunos que apresentam distúrbio emocional embora não apresentam dificuldades para aprender,ficam defasados no que diz respeito ao convívio, debilitando assim o acesso ao conhecimento por não apresentar nenhum significado a eles.

Esse aluno não consegue lidar com frustrações (com o “não” e com o “erro”) e precisam de um olhar especial dos educadores e se necessário encaminhados para avaliação.