A APRENDIZAGEM E SUAS DIFICULDADES

Aprendizagem

Aprendizagem, é o processo de transformação pessoal de conhecimentos,

informações e dados que produzem algum tipo de mudança. A reação do

cérebro aos estímulos do meio, ativando sinápses ou tornando ­as mais

intensas. É um processo evolutivo e constante.

Aprender significa mudar comportamento com interferências do físico,

biológico, meio ambiente, psicológico e emocional.

A aprendizagem pode ser ativa, quando ocorre novas informações e

conceitos relevantes existentes na estrutura cognitiva do aluno, ou passiva,

aquela que o professor despeja a matéria independente das experiências

anteriores do aluno.

Dificuldades de aprendizagem

Alunos privados de material escolar adequado, de ambiente propício para

estudar em casa, pouco exposto à experiências sensoriais, perceptivas,

motoras, motivacionais e emocionais essenciais ao funcionamento e

reorganização do sistema nervoso, podem ter dificuldades para aprender,

mesmo que não sejam portadores de alterações cerebrais, transtornos

psiquiátricos e distúrbio de aprendizagem, podem dificultar a aprendizagem.

Nem sempre o problema está no cérebro, a maioria dos casos tem relação

com outros fatores que são relacionados com a família, a escola, o meio

ambiente, por influências culturais, sociais, econômicos e também pelas

políticas públicas da educação.

As principais manifestações apontando que o aluno apresenta dificuldade

para aprender, são:

­Leitura­ falha na decodificação, no reconhecimento de letras/palavras e na

adição e transposição de fonemas e sílabas, ocasionando lentidão na

leitura. Dificuldade em compreender o texto lido,

­Escrita­ Substituição, omissão, adição e transposição de grafemas e

sílabas. Dificuldade em produzir um texto espontaneamente.

Quando o aluno não aprende, aparece interferências negativas no seu

comportamento: sentimento de incompetência pessoal, vergonha, baixa

auto estima, distanciamento das demandas de aprendizagem, raiva e

agressividade.

 

 

NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO

 

É o estudo de como o cérebro aprende, como as redes neurais são

estabelecidas no momento da aprendizagem, de que maneira os estímulos

chegam ao cérebro, da forma como as memórias se consolidam e de como

temos acesso a essas informações armazenadas. Dessa forma podemos

compreender que o uso de estratégias adequadas, em um processo

dinâmico e prazeroso, provocará alterações na quantidade e qualidade de

conexões neurais, afetando de forma positiva e permanente do

funcionamento cerebral.

De acordo com os estudos na área de Neurociência, a aprendizagem ocorre

quando dois ou mais sistemas, funcionam de forma inter­relacionados,

assim podemos entender como é valioso aliar a música e os jogos às

atividades escolares, podendo assim trabalhar simultaneamente os

sistemas, auditivo, visual e tátil. O educador contribui, ministrando aulas de

forma lúdica, dinâmica, divertida, rica em conteúdos visuais e concreto,

onde o aluno participe, questione e se torne ativo na construção do seu

próprio saber.

Para tornar as estratégias possíveis na sala de aula, o educador precisa

estabelecer regras para que haja um convívio harmonioso, uso de materiais

diversificados que explorem todos os sentidos, trabalhar o conteúdo de

várias formas, flexibilidade visando uma aprendizagem mais dinâmica.

Assim, sabemos que as estratégias facilitadoras, estimulam as sinápses,

consolidam o conhecimento, onde cada estrutura cerebral se interliga para

que todos os canais sejam ativados.

­Neurociência na sala de aula

Na sala de aula, ajuda o professor a identificar o aluno como um ser único e

que em seu ritmo é capaz de aprender. Hoje comprovado cientificamente,

todos são capazes de aprender, devido a plasticidade do cérebro,

beneficiando a memória, o raciocínio, linguagem e outras áreas cognitivas.

As diversas dificuldades escolares, são a desconcentração, falta de foco,

distúrbio de memória, esquecimento, falta de atenção, dificuldade de

aprender língua estrangeira e bloqueio entre tantos outros fatores que

limitam o sucesso no desempenho escolar.

Estímulo

O estímulo é fundamental para o desenvolvimento integral do aluno, no que

se diz, físico, motor, social, emocional e cognitivo.

­Físico e motor: O desenvolvimento acontece no movimento e coordenação

desse movimento, explorar e conhecer o mundo, tocar, se conhecer, se

organizar no seu próprio corpo.

­Social: Desenvolve a capacidade de estabelecer relações saudáveis com o

outro. Os jogos são indicados para a socialização. Compartilhando opiniões,

obedecendo regras comuns aos participantes.

­Emocional: O desenvolvimento se dá na capacidade de sentir e ter

autoconfiança, aprendendo a lidar com os sentimentos. A dramatização

possibilita que o aluno explore todo sentimento através do lúdico.

­Cognitivo: O desenvolvimento acontece quando estimula a capacidade de

pensar, representar e analisar. As atividades diferenciadas, leva o aluno a

uma relação mais harmoniosa com a aprendizagem.

 

 

 

 

 

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NEUROCIÊNCIA E APRENDIZAGEM

Desde o nascimento, o ser humano se relaciona com o meio ambiente através dos mais variados comportamentos. Ao longo da vida, os comportamentos adquiridos são resultado do aprendizado. Alguém aprende quando adquire atitudes, habilidades, conhecimentos e competências para a adaptação à novas situações para realizar tarefas necessárias para a sobrevivência.

Nos últimos anos, a dificuldade na aprendizagem tem se tornado um desafio na sala de aula.

São milhares de alunos com prejuízo na escola e que precisam desenvolver estratégias para lidar com dificuldade na aprendizagem emocional e comportamental, para uma vida mais feliz e equilibrada.

Com a Neurociência, podemos criar estratégias que leve o aluno desinteressado, com problemas emocionais e comportamentais a ter uma nova visão nos conteúdos trabalhados.

Um dos objetivos desse texto, é oferecer conhecimento de como nosso cérebro funciona e atividades de qualidade, embasado em evidências científicas, utilizando uma linguagem simples para educadores de crianças e adolescentes.

Daí a importância das estratégias pedagógicas presentes no dia a dia do aluno.

Hoje , comprovado na neurociência, todos são capazes de aprender, devido a plasticidade do cérebro. A Neurociência desvenda os mistérios que envolve o cérebro no momento da aprendizagem e como se processa a linguagem, a memória, o esquecimento, o humor, a atenção e o medo, como é incorporado o conhecimento e o processo de desenvolvimento que estão ligados na aprendizagem escolar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Neurociência, Aprendizagem, Lúdico

Neuroeducação é uma nova área do conhecimento que promove a integração entre a neurociência e a educação, trata-se de um campo interdisciplinar para auxiliar na aprendizagem, beneficiando a memória, o raciocínio, a linguagem e outras áreas cognitivas.
As diversas dificuldades escolares, são desconcentração, falta de foco, distúrbio de memória, esquecimento, falta de atenção, dificuldade na aprendizagem da língua estrangeira e bloqueio, entre tantos outros fatores que limitam o sucesso no desempenho escolar.
Qual a contribuição dos jogos na aprendizagem?
A anos atrás, o jogo era encarado como divertimento e sem nenhuma contribuição na área do conhecimento. Mas não pode ser descartado as bases cognitivas, psicológicas e fisiológicas para o divertimento.
Jogos envolvem tensão, equilíbrio, compensação, contraste, variação, solução, união provocando incertezas.
O jogo se resolve entre a tensão e a solução, estimulando maturação cerebral, competência social e controle reduzindo o stress e gerando emoções positivas que são a alegria e a cooperação.
No processo educativo a importância é acelerar a dinâmica da aprendizagem, visando promover o desenvolvimento de competências para ampliar a capacidade cognitiva e intelectual dos alunos. Uma das ferramentas, são os games que estimulam no aluno, desafio, fantasia, estímulos sensoriais e curiosidade. Provoca ausência do tédio ou ansiedade permitindo que as habilidades cognitivas estejam ajustadas aos desafios que se apresentam com o uso frequente dos games. As habilidades cognitivas que se desenvolvem são, aptidão lúdica, improviso, capacidade para interpretar e construir modelos reais, compartilhar opiniões, sequência de histórias e capacidade de negociação.

Transtornos na Infância e na Adolescência

O período mais intenso de desenvolvimento da criança, é no seu primeiro ano de vida, por isso, é importante a participação dos pais nesse processo. Praticando os cuidados necessários e com afetividade, proporcionará ao bebê uma integrada condição emocional.

Todas as crianças tem possibilidade de aprender e gostam de fazê-lo, e quando isso não ocorre é porque algo não está indo bem com ela, podendo estar se manifestando algum transtorno que interfere na aprendizagem de habilidades motoras e de comunicação. É comum a presença de mais de um transtorno numa única criança. Muitas vezes estão relacionados com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

O TDAH tem três características básicas, a desatenção, a agitação e a impulsividade, podendo levar a dificuldades emocionais, de relacionamento familiar e social como também a um baixo desempenho escolar. A criança com transtorno de deficit de atenção e hiperatividade tem maior probabilidade de apresentar outros transtornos acompanhados de ansiedade e depressão.

O TDAH deve ser diagnosticado e tratado ainda na infância para não causar maiores prejuízos no desenvolvimento interpessoal e escolar da criança.
O tratamento envolve intervenção psicoterápica, orientação para a família e uso de medicação se necessário.

Transtornos do comportamento disruptivo

Estão relacionados com o comportamento na infância que são, transtorno de oposição e desafio e o transtorno de conduta.
O transtorno de oposição e desafio se define como um padrão persistente de comportamento negativista, hostil, desafiador e desobediente nas interações sociais com adultos e figuras de autoridade em geral, como pais, tios avós e professores.

As principais características são, perda frequente de paciência, discussões com adultos, desafio e recusa a obedecer solicitações ou regras. Apresentam baixa auto-estima, fraca tolerância a frustrações, humor deprimido, ataques de raiva e possuem poucos amigos. Os sintomas serão melhores observados em casa e na sala de aula.

É comum a criança apresentar outro transtorno comportamental associado. Quando não tratado pode evoluir para o transtorno de conduta na adolescência, diante desse fato, o diagnóstico e tratamento precoce podem exercer um importante papel preventivo. Considera-se que as causas desse transtorno deve a convivência da criança em ambientes caóticos e problemáticos, lares opressores e quando os pais não estabelecem limites.

O tratamento medicamentoso apresenta bons resultados e também a utilização de técnicas cognitivo-comportamentais e o treinamento de habilidades sociais. Orientação a pais e professores são de extrema importância para o sucesso do tratamento.

O transtorno de conduta, é um transtorno que apresenta um conjunto de alterações comportamentais, agressivas, desafiadoras e anti-social. Associado a esse transtorno podemos observar outros transtornos comportamentais da infância e adolescência, os transtornos mais comuns são o de humor, de ansiedade, TDAH e por uso de drogas. O curso do transtorno de conduta é variável, podendo regredir ou continuar na vida adulta.

O tratamento envolve intervenções com medidas sócio-educativas, treinamento de habilidades sociais, técnicas cognitivas-comportamentais com envolvimento do adolescente, dos pais e escola. A utilização de medicamento pode ser eficaz no manejo dos sintomas.

O tratamento de outros transtornos associados ao transtorno de conduta, também auxiliam na melhoria dos sintomas.

Transtornos Depressivos na Infância

Os transtornos depressivos ocorrem tanto em meninos quanto em meninas.
Os sintomas podem ser isolamento, calma excessiva, agitação, conduta agressiva, carência afetiva e dificuldade de socialização. As queixas mais comuns são, dificuldade do sono, alteração do padrão alimentar, falta de ar, dores de cabeça e no estômago, problemas intestinais e suor frio.

O transtorno depressivo na infância é classificado em duas formas, distimia (mal humor) e síndrome depressiva completa (todos os sintomas descritos anteriormente). O tratamento utiliza medicamentos antidepressivos e acompanhamento psicológico. Internações são necessárias quando a criança apresenta quadro psicótico(fora da realidade) o que é raro, ou quando existe risco de suicídio.

Transtornos Globais de Desenvolvimento (autismo infantil)

O autismo é um transtorno invasivo de desenvolvimento identificado por volta dos 2 anos de idade. Quando bebês, apresentam déficit no comportamento infantil, tendem a evitar contato visual e mostram-se pouco interessado na voz humana.

Quando crianças , não seguem seus pais pela casa e não demonstram ansiedade de separação dos mesmos, não se interessam em brincar com os outros e suas ações podem se limitar a atos repetitivos e estereotipados. Os autistas podem se sentir incomodados por pequenas mudanças em sua rotina diária, resultando muitas vezes em violentos ataques de raiva.

Adolescentes autistas podem adquirir sintomas obsessivos e apresenta também comportamento compulsivo e ritualístico. A inteligência está comprometida e em alguns casos podem apresentar retardo mental, contudo, algumas crianças podem frequentar escola e ter um desempenho regular.

Suas causas permanecem desconhecidas mas, estudos indicam relações com fatores genéticos.

Alterações estruturais cerebrais, fatores imunológicos, neurológicos,, bioquímicos, além de fatores congênitos como, rubéola materna, encefalite e meningite podem predispor a criança ao autismo.

O tratamento é feito com intervenções conjuntas, englobando educação especial, aconselhamento de pais, terapia comportamental, treinamento de habilidades sociais e medicação.

Outras formas de transtornos globais de desenvolvimento são: autismo típico, síndrome de rett, transtorno desintegrativo da infância e síndrome de asperger.

Transtornos de Tique

Transtornos de Tique se caracteriza por movimentos ou vocalizações que ocorrem subitamente de maneira rápida e são involuntários, podendo ser classificados em tiques motores e vocais.

Os tiques motores, se manifestam por contrações repetitivas e rápidas de grupamentos musculares como piscar os olhos, encolher os ombros, espasmos de pescoço e fazer careta. Podendo ser de formas mais graves quando um número maior de grupamentos musculares estão envolvidos, atos de cheirar objetos, saltar, tocar e até a exibição de gestos obscenos.

Os tiques vocais são vocalizações rápidas, repetitivas, involuntárias e recorrentes por ato de tossir, pigarrear, roncar e fungar, podendo se tornar mais complexos quando incluem repetição de palavras, frases ou até disparo de palavras obscenas fora do contexto.

Quando criança, pode ocorrer tiques esporádicos frequentemente associados ao estresse, nesse caso não é necessário o tratamento, pois desaparecem com o tempo.

Transtornos de Excreção

Esse transtorno abrange a enurese e a encoprese.

A enurese diz respeito a eliminação de urina de dia e/ou a noite, a qual é anormal em relação a idade da criança, com uma frequência de duas vezes por semana, por pelo menos três meses.

A encoprese é a evacuação repetida de fezes em roupa ou chão involuntária ou intencional. Para ser diagnosticado, é necessário que o sintoma ocorra pelo menos uma vez por mês, por no mínimo três meses com crianças com mais de 4 anos. Ambas podem ocorrer pelo nascimento de um irmão, separação dos pais ou outro evento que possa traumatizar a criança.

O tratamento abrange psicoterapia e utilização de medicamento.

Transtornos de ansiedade na infância

A ansiedade é um transtorno caracterizado por tensão ou desconforto derivados de uma antecipação de perigo. O transtorno é desenvolvido por vários fatores, genético e ambientais.

Os sintomas podem ocorrer em depressões, psicoses, transtorno do desenvolvimento, transtorno hipercinético, entre outros.

Transtorno de ansiedade de separação

A característica desse transtorno é o aparecimento de ansiedade excessiva e inapropriada frente a separação de familiares e pessoas que a criança é apegada. Apresentam manifestações somáticas de ansiedade, dor abdominal, dor de cabeça, náusea, vômitos, palpitações, tonturas e sensação de desmaio. Os sintomas incluem, pesadelos envolvendo separação e relutância para separar dos pais e ir a escola.

O tratamento indicado para esse transtorno é psicoterapia individual com orientação familiar e intervenções farmacológicas quando os sintomas são graves e incapacitantes.

Fobias específicas e fobia social

A fobia específica se caracteriza pela presença de medo exagerado e persistente na presença de situações ou objetos específicos. Se a criança ou adolescente for exposto a situação temida, pode desencadear respostas ansiosas imediatas, que se manifestam em nervosismo, choro, ataques de pânico e irritabilidade.

Os medos mais comuns na infância são de pequenos animais, injeções, escuridão, altura e ruídos intensos. Essa fobia se diferencia por não serem adaptativos e que fogem do controle da criança.

A fobia social é caracterizada por um medo intenso de situações onde a criança se vê exposta a avaliação dos outros, interferindo na rotina escolar, ocupacional e nas relações da criança com sua família, seus amigos e colegas de sala de aula. Quando expostas é comum apresentarem palpitações, tremores, calafrios, calores, sudorese e náusea.

O tratamento recomendado é a psicoterapia cognitivo-comportamental.

Distúrbio Emocional

A educação inclusiva, é voltada às crianças com necessidades especiais que levam as dificuldades de aprendizagem ou limitação no processo de desenvolvimento dificultando assim o acompanhamento das atividades curriculares.

Ao longo do meu trabalho, venho vivenciando experiências das mais diversas em sala de aula, no convivio com meus alunos me deparando com diversas situações, em várias delas, nem sempre um aluno que apresenta distúrbio emocional, apresenta dificuldades na aprendizagem. Embora o aluno não consiga gerar um convívio saudável no grupo, acompanha as atividades desenvolvidas na sala de aula com facilidade. Esse aluno é rotulado, excluído e sem o devido acompanhamento necessário.

Por conta desse distúrbio, vem ocorrendo a cada ano, um maior número de violência nas escolas e em consequência na sociedade em geral.

O ambiente escolar além de ser o principal veículo na área do conhecimento, é importante quanto ao surgimento do verdadeiro espírito de solidariedade, da socialização e dos alicerces dos princípios de cidadania. O acesso ao conhecimento contribui para que aptidões e habilidades sejam desenvolvidas, mas os alunos que apresentam distúrbio emocional embora não apresentam dificuldades para aprender,ficam defasados no que diz respeito ao convívio, debilitando assim o acesso ao conhecimento por não apresentar nenhum significado a eles.

Esse aluno não consegue lidar com frustrações (com o “não” e com o “erro”) e precisam de um olhar especial dos educadores e se necessário encaminhados para avaliação.

Neurose

A minha pesquisa é focada na Neurose, antes de colocá-la, faço um breve resumo sobre a psicanálise.

Psicanálise

É a ciência que estuda o inconsciente da pessoa, seus sonhos, para assim descobrir a solução de seus conflitos internos e um melhor auto-conhecimento. Freud foi quem criou a Psicanálise. Sigmund Freud, nascido em 1856 na Áustria, era médico neurologista. Começa a trabalhar com Charcot que trata doenças mentais através da hipnose e a partir daí vai aprofundando seus conhecimentos nesta área. Em 1900, publica a Interpretação dos Sonhos que é considerado um marco na história da psicanálise. O seu interesse era achar um tratamento efetivo para pacientes com sintomas neuróticos ou histéricos.

Ao escutar seus pacientes, Freud acreditava que seus problemas se originavam da não aceitação cultural, ou seja, seus desejos eram reprimidos, relegados ao inconsciente. Notou também que muitos desses desejos se tratavam de fantasias de natureza sexual.

Não é possível abordar diretamente o inconsciente, o conhecemos somente por suas formações: atos falhos, sonhos, chistes e sintomas diversos expressos no corpo. Nas suas conferências, nos recomenda a interpretação dos sonhos como o meio mais simples e a base mais sólida de conhecer o inconsciente. Freud morre
em 1939 em Londres.

Neurose

Neurose deriva da palavra grega nêuron (nervo) com o sufixo oásis (doença ou condição anormal). Entretanto foi mais influenciado por Sigmund Freud e Carl Jung mais de um século depois. Trata-se de uma doença emocional, afetiva e de personalidade também conhecida como psiconeurose ou distúrbio neurótico, é um termo que refere-se a qualquer desequilíbrio mental que causa angústia e ansiedade, porém ao contrário da psicose e algumas outras desordens mentais, não impede ou afeta o pensamento racional. Neurose é particularmente associada ao campo da psicanálise.

O termo neurose , foi cunhado em 1769 pelo médico escocês Willian Cullen, foi popularizada na França por Philippe Pinel em 1785 e retomado por Sigmund Freud a partir de 1893, o termo é empregado para designar uma doença nervosa cujos sintomas simbolizam um conflito psíquico recalcado, de origem infantil.

Com o desenvolvimento da psicanálise, o conceito evoluiu até finalmente encontrar lugar, no interior de uma estrutura tripartite mental. Em consequência disso, do ponto de vista freudiano, classificam-se no registro da neurose a histeria e a neurose obsessiva, as quais é preciso acrescentar, a neurose atual, que abrange a neurose de angústia, a neurastenia e a psiconeurose, que abarca a neurose de transferência e a neurose narcísica.

Como doença, a neurose representa uma variedade de condições psiquiátricas, nas quais a angústia emocional ou conflito inconsciente são expressados através de várias perturbações que podem ser físicas, fisiológicas e/ou mentais.

O sintoma definitivo é ansiedade. Tendências neuróticas são comuns e podem se manifestar como depressão, ansiedade aguda ou crônica, tendências obsessivas-compulsivas, fobias e até desordem de personalidade. Neurose não pode ser confundida com psicose, a qual refere-se a perda de contato com a realidade.

Segundo a psicanálise,a maioria das pessoas é afetada pela neurose de alguma forma. Um problema psicológico desenvolve quando a neurose começa a interferir no funcionamento normal do indivíduo, causando ansiedade. A neurose pode ter raízes nos mecanismos de defesa do ego (somente naqueles com pensamentos e comportamentos que produzem dificuldades para viver).

Neurose de abandono

O novo perfil da sociedade, por passar por mudança profunda sociocultural, vem causando insegurança e ansiedade. A maioria das notícias são ruins. Temos sempre a sensação de que políticos, cientistas e economistas agem atirando por todos os lados. Havendo assim buscas por doutrinas que preencham esse vazio dentro das pessoas. Percebemos uma sintomatologia não específica como angústia, neurose de abandono, agressividade, masoquismo e uma insegurança afetiva, que provavelmente é gerada por uma distância afetiva familiar, mesmo não tendo havido de fato um abandono. Há uma necessidade ilimitada de amor, de afirmação, uma infinita busca da segurança perdida. A nossa sustentação primeira é o relacionamento familiar, as demais são sociais, escola, trabalho, uma rede pela qual nos articulamos segundo a individualidade e formação de cada um. Todos nós procuramos laços afetivos, quem nos valorize e nos admire.

A responsabilidade da família na educação de seus filhos não pode ser negligenciada, estabelecendo limites e regras, garantindo também que sejam respeitados e cumpridos. É de extrema importância a participação dos pais na vida cotidiana dos filhos, a escola necessita de buscar a participação dos pais nas atividades escolares e estreitar a parceria com as famílias. Deve haver essa parceria sem transferência de responsabilidade entre escola e família, para garantir os melhores resultados e o pleno sucesso na formação do sujeito, cidadão atuante, participativo, conhecedor dos seus direitos e dever.

Neurose de angústia

Neurose de angústia, do medo ou síndrome do pânico, é uma condição clínica cujo tratamento não depende de medicamentos, mas sim da exercitação do poder da mente pelo próprio indivíduo que deve enfrentá-la lutando corajosamente para livrar-se de tais acontecimentos físicos e mentais, ao invés de alimentar as habituais fugas, estratégicas mas covardes, que só servem para fortalecer e aumentar a intensidade e frequência de tais manifestações neuróticas, que atuam tão desastrosa e negativamente sobre o psiquismo, prolongando o sofrimento.

A neurose de angústia, medo ou síndrome de pânico, representa um litígio entre o consciente bem ajustado a um corpo são e o seu subconsciente dominado por inseguranças e incertezas.

Neurose de caráter

Os pacientes com neurose de caráter, descarregam seus impulsos, desejos e fantasias no mundo externo, enquanto os neuróticos que apresentam sintomas, satisfazem seus impulsos através da própria pessoa.

Os neuróticos de caráter executam estranhas ações, para as quais as vezes encontram justificativas, outras vezes não, geralmente não é possível distinguir o racional do irracional em seu comportamento. Passam anos antes que a motivação irracional seja reconhecida, podendo ter arruinado a si mesmo e a sua família.

Enquanto o neurótico de sintoma sofre devido a sua doença, o neurótico de caráter nem está consciente de estar doente e, através de seus atos, obtém satisfação para suas tendências inconscientes.

O caráter é uma combinação de muitos traços, hábitos e atitudes do ego. Para obter uma ideia mais precisa do caráter de um indivíduo, devemos considerá-lo a partir de vários pontos de vista, através de um ângulo descritivo, genético, estrutural, dinâmico, econômico e libidinoso.

Neurose de fracasso

A neurose de fracasso, leva o indivíduo a privar-se da satisfação obtida pelos seus esforços.

Algumas pessoas de grande sucesso na carreira, cometem determinados atos que muitas vezes as levam ao fracasso, pela simples razão de que não se permitem desfrutar os benefícios que o sucesso pode trazer-lhes.

É preciso não ter medo do sucesso, o homem é provido de vocação, ou de acontecimentos luminosos. É necessário observar os diferentes medos que precedem este medo de trans cedência.

O medo do sucesso: o sucesso profissional provoca uma grande ansiedade, criando um sentimento de culpa, produzindo um estado de melancolia que podem durar vários anos. Essas pessoas são descritas como aquelas a quem o sucesso destrói, pelo medo de não conseguir obter sempre o sucesso em tudo.
Um estudo foi realizado sobre pessoas que sonham, que idealizam o sucesso, a plenitude, no momento da realização, inconscientemente, arranjam para falhar. É um processo muito doloroso e incompressível.

O psicólogo vê, como uma causa profunda do medo de vencer, o sentimento de indignidade, essa depreciação de si mesmo talvez seja a herança de inúmeros julgamentos que nos foram dirigidos. Quando se repete a uma criança que ela nunca será nada, ela integrará esta programação e se um dia ela chegar ao sucesso, inconscientemente, pensará que este sucesso não será justo.

O medo da diferença: É também um complexo, onde o medo de ser rejeitado por aqueles que são diferentes venha a afetá-los. Muitos passam por uma castração voluntária, renunciando ao seu poder, a sua originalidade, a sua independência, pelo medo da rejeição. Há aqueles que representam papel que lhes é pedido, mas o ser verdadeiro não está neles, causando um mal estar, que pode gerar uma doença.

Então podemos afirmar que, um grupo saudável, é capaz de ter a participação de pessoas muito diferentes, que pensam de maneiras diferentes e que se enriquecem com suas diferenças. Quando um ensinamento pode florescer sob diferentes formas, ele encontra aplicações em ambientes e mundos diferentes.
O medo de mudanças: O abandono dos antigos hábitos, a perda do conhecido, cria, cria um clima de insegurança. Não há realmente segurança senão no previsível mesmo que isto signifique infelicidade. É preciso reconhecer o fracasso, coragem para assumi-lo e sabedoria para aprender com ele.

Histeria

Histeria é um tipo de neurose que se caracteriza predominantemente, pela transformação da ansiedade, para um estado físico. As pessoas que sofrem de histeria, apresentam uma situação de pânico intensa apresentada em forma de sintomas. As reações histéricas apresentam manifestações no corpo e na mente, no corpo são alteradas as funções sensoriais e motoras, já na mente são alteradas a memória, as percepções e a consciência. Sua origem vem desde os primórdios da humanidade, é citado como exemplo, os relatos de histeria presente em documentos egípcios, escritos há 4 mil anos. Esse documento descreve casos de mulheres que apresentavam diversos sintomas associados, geralmente dores por todo o corpo, associados a incapacidade de caminhar e até mesmo abrir a boca.

Na antiguidade atribuía-se como causa, alguma alteração uterina. Acreditava-se que, devido ao descaso por parte do parceiro ou por fatalidade do destino, o útero se deslocava no interior do corpo da mulher, afetando o funcionamento dos outros órgãos e causando os sintomas. Por isso o nome “histeria” derivado do grego “hister” que quer dizer útero. Para a prevenção da histeria, recomendava-se práticas de relação sexual.

O paciente histérico caracteriza-se, geralmente por apresentar traço denominado “histriônico”. Essa palavra estranha significa teatralidade. Assim, esse paciente costuma ter comportamento afetado, exagerado e exuberante, como se estivesse representando um papel. A pessoa é extrovertida, dramática e eloquente, busca sempre chamar a atenção, e seu comportamento varia de acordo com as reações das pessoas “a plateia”. Eles costumam apresentar emoções exageradas, apresentam acesso de mau humor, choro e acusações, quando deixam de ser o centro das atenções. No início as pessoas costumam se encantar por esse indivíduo, mas a necessidade de ser sempre o centro das atenções, acaba minando essa admiração.

Atualmente, a histeria passou a representar um distúrbio da mente. O homem histriônico costuma apresentar quadros atípicos de histeria, de forma que muitas vezes o diagnóstico realizado é outro. Sabe-se que, nos homens, a exigência de um evento traumático que desencadeie é essencial.

A histeria é encarada como uma neurose, podendo manifestar-se com sintomas diversos, estranhos, muitas vezes transitórios.

De uma forma geral, os sintomas que o paciente apresenta, são muito influenciados pelo seu meio cultural, já que esses indivíduos costumam ser muito sugestionáveis. Assim, embora a doença seja involuntária (o paciente não controla o surgimento dos sintomas), parece que existe um componente intencional inconsciente. Vale lembrar que esses pacientes não costumam aceitar que existe um componente emocional no surgimento do quadro, atribuindo os sintomas apenas a alterações orgânicas que ele acredita existirem de verdade.
Existe uma associação entre histeria e depressão cada vez mais reconhecida, e estima-se que em aproximadamente 40% dos casos de histeria apresentam também o diagnóstico de transtorno depressivo.

Quem sofre de histeria, geralmente possui problemas em manter um relacionamento, seja de qualquer espécie, vive constantemente o drama da infidelidade de relacionamento.

Os sintomas da histeria são paralisias histéricas, anestesias e analgesias histéricas, perturbações, perda de fala e rouquidão. Podem ocorrer também pseudocrises (semelhante a crise epilética), amnésia, ilusões e alucinações.

O tratamento da histeria, normalmente é a psicoterapia, possibilitando que a pessoa entenda seus próprios sentimentos e simbologias, além de aprender a lidar com eles coordenadamente.

Neurose infantil

A psicanálise com crianças é confrontada com a questão da infância como um tempo de desenvolvimento, marcado pela dependência estrutural da criança a adultos em função de pais. É muito mais frequente sermos procurados como psicanalistas por pais, escolas, pediatras que trazem uma queixa referente a criança. A criança se constitui na estrutura familiar e sua entrada em análise se relaciona ao lugar que ocupa no desejo e no discurso parental, se não escutarmos a demanda trazidas pelos pais e não acolhermos sua transferência, a análise da criança não se torna possível. A criança chega ao psicanalista como portadora de uma história que lhe foi legada e a qual ela se identifica inicialmente, até como estratégia de sobrevivência. Os sintomas infantis são uma confirmação do fracasso do ideal de seus pais, uma maneira de afirmar, a sua revelia sua própria subjetividade.

A clínica psicanalítica com crianças apontaria para duas vertentes: para a posição “infantil” de dependência e alienação estrutural da criança frente aos seus cuidadores fundamentais, assim como para a possibilidade de constituição de sua neurose infantil como resposta aos significantes enigmáticos e obscuros que vem do campo do inconsciente dos pais.

A neurose infantil pode indicar o ponto culminante do processo de construção da realidade psíquica em que os sintomas constituem uma tentativa da interpretação e de subjetiva.

Neurose Narcísica

Narcisismo, um estado de amor por si mesmo.

De princípio, Freud afirma não haver neurose narcísica na infância. Sua argumentação é centrada na relação entre o desenvolvimento do Eu e de seus objetos. Para ele, as neuroses são apresentadas de acordo com o momento de sua aparição, na vida do sujeito.

A neurose de angústia é seguida da histeria de conversão, que surge em torno dos quatro anos, a neurose obsessiva na pré adolescência, a demência precoce se manifesta na puberdade e a melancolia-mania, assim como a paranoia, tem sua eclosão próxima a maturidade.

É interessante ressaltar a escala de desenvolvimento, para situar a neurose narcísica. A paranoia tem sua gênese remetida a escolha homossexual e narcísica de objeto, a melancolia a uma fase narcísica e a demência precoce ao auto-erotismo.

Para explicar a escolha de objeto nos homossexuais, Freud afirmou que estes tomam a si mesmo com objeto sexual, já que procuram jovens que se pareçam com eles, e a quem possam amar como suas mães o amaram.

Freud toma o narcisismo como complemento libidinal do egoísmo.

Neurose obsessiva compulsiva

Freud afirma que os sintomas do neurótico obsessivo, bajulam seu amor próprio, fazendo sentir-se melhor que outras pessoas, por se considerar mais limpo ou especialmente consciencioso, Freud completa que há combinação da proibição com a satisfação.

O neurótico obsessivo compulsivo, tem consciência da absurdidade de alguns de seus pensamentos.

Algumas peculiaridades do neurótico obsessivo como a onipotência e a necessidade de incerteza e da dúvida em sua vida. Devido a onipotência dos seus pensamentos, os neuróticos obsessivos são compelidos a superestimar os efeitos de seus sentimentos hostis sobre o mundo externo e esforçam-se por protelar qualquer decisão e são incapazes de chegar a uma decisão, especialmente em matéria de amor, atribuindo como origem destas dificuldades o conflito entre amor e ódio durante a infância.

Neurose de transferência

Segundo Freud, é um conceito técnico por assinalar uma modalidade especial do desenvolvimento do tratamento psicanalítico e segundo essa modalidade, a enfermidade originária se transforma em uma nova, que se canaliza para o terapeuta e para a terapia. A neurose de transferência se contrapõe a neurose narcísica e é, portanto, um conceito psicopatológico.

Durante um tratamento psicanalítico, se rompe regularmente a produção de sintomas. Porém a produtividade da neurose não se extingue com ele, mas atua na criação de uma ordem especial de produtos mentais, inconscientes na sua maior parte, ao que podemos dar o nome de transferências.. Assim, pois, os sintomas mudam (diminuem ou aumentam) em relação a situação analítica, os efeitos, e em especial a ansiedade, se dirigem ao analista recrudescem velhos sintomas e hábitos, as reações afetivas tendem a se canalizar para a análise e não fora. A neurose de transferência, enfim, é definida como reconhecimento da presença do analista e do efeito da análise.

Melancolia

A melancolia, pode ser considerada como uma das manifestações da estrutura psicótica, por outro lado, pode ser interpretada como uma neurose narcísica, neurose na qual o sujeito sofre fragilização da imagem de si. Um deslocamento da libido para o próprio eu, porém, esse eu seria faltante.

Freud elabora suas teorias sobre a melancolia no texto “Luto e melancolia”. A semelhança entre o luto e a melancolia, estariam mais relacionadas pelo desânimo, a falta de interesse pelo mundo externo, a perda de capacidade de amar e a inibição de toda e qualquer atividade. A primeira diferença estaria relacionada a auto-estima. Na melancolia haveria uma perturbação da auto-estima, o sujeito se considera moralmente desprezível, se culpando pela perda, no luto isso não existe, há a perda, mas não há esse sentimento de culpa, na melancolia há uma tendência suicida, enquanto no luto há a perda, mas não de si mesmo.

A melancolia está relacionada também ao narcisismo, que é um fator fundamental para a constituição do sujeito.

Na melancolia o ideal do eu torna-se tirano. O discurso melancólico, consistiria em ele se botar para baixo, “Eu sou o fracasso, e por isso machuco aqueles que estão a minha volta”. Cria-se a partir disso uma lógica extremista de tudo ou nada, como se tudo fosse uma questão de vida ou morte, porém, coexistindo com a não existência dos afetos e um constante negativismo.

Sonhos

Freud, listou as operações de distorção que seriam aplicadas para reprimir, que os desejos se formassem nos sonhos como recordáveis. Por causa dessas distorções, o conteúdo manifesto dos sonhos diferia tanto do sentido latente que poderia ser alcançado através da análise. Essas operações incluíram: condensação (sonhos breves e lacônicos), deslocamento (objeto do significado emocional é separado do seu objeto ou conteúdo real e ligado a um diferente que não levante suspeitas para censura), representação (o pensamento é traduzido em imagens visuais) e simbolismo (um símbolo substitui uma ação, pessoa ou ideia). A essas operações pode-se adicionar a “elaboração secundária”, que é o resultado da tendência natural da pessoa, dar sentido ao que recordou do conteúdo manifesto do sonho. Freud considerava o pesadelo como resultado de falhas na elaboração do sonho.

Jung, acreditava que a psique era um organismo auto regulatório no qual as atitudes conscientes eram compensadas nos sonhos pelo inconsciente.

Os sonhos são verdadeiramente, uma estrada real que leva aos recessos inconscientes da mente. O fato é que o estudo dos sonhos não proporciona apenas a compreensão dos processos e conteúdos mentais inconscientes, em geral, revela, principalmente os conteúdos mentais que foram reprimidos ou de qualquer forma excluídos da consciência e de sua descarga pelas atividades defensivas do ego.

Desordem de personalidade

A pessoa com desordem de personalidade, evita contatos sociais e qualquer situação que possa causar embaraço e ansiedade. O seu comportamento é autodestrutivo e auto-depreciativo, tendem a responsabilizar outras pessoas por sua aflição e desenvolve um esquema de autoproteção.

Alguns sinais e sintomas são encontrados nessas pessoas: tendem a viver sozinhas, evita contatos com estranhos, desenvolvem pelo menos uma fobia, são conscientes de que abdicaram de certas experiências na vida para evitar o sofrimento, frequentemente fantasiam acerca de situações que evitam e que gostariam de vivenciar. Poderia ser profissionalmente bem sucedido se não desse as costas para as oportunidades que aparecem.

As vezes a desordem de personalidade é confundida com timidez, envolve pessoas que ainda tentam enfrentar situações que geram medo, enquanto que na desordem de personalidade a pessoa está focada na evitação da ansiedade.

Ansiedade social é quando a pessoa evita contatos sociais, enquanto, na desordem de personalidade a pessoa abdica de convívio afetivo duradouro. Fobia social quando a pessoa sofre crises de ansiedade devdo a exposição a muitas situações, evitam para se proteger, mas querem viver em sociedade e ter as mesmas oportunidades, enquanto, na desordem de personalidade as pessoas optam para uma vida solitária. Personalidade introvertida, embora tem semelhanças externas com a desordem de personalidade, dentro da pessoa há diferenças. A principal é que a pessoa de personalidade introvertida não sente ansiedade quando é necessário manter contato social.

O tratamento indicado é a psicoterapia.

Quando há o abandono do tratamento ou vão de um terapeuta para outro, os casos podem ficar anos e anos andando em círculo.

Alguns significados na Psicanálise

Alucinação É a percepção real de um objeto que não existe. Entre possíveis causas das alucinações se incluem as reações a drogas e medicamentos, síndromes associadas ao stress, fadiga, perturbações do sono (sua privação), infecções (febres) e entre as psicoses destacando-se a paranoia e esquizofrenia. A classificação mais usual dos tipos de alucinação, se baseia nos cinco órgãos dos sentidos, auditivos, visuais, táteis e olfativos.

Arquétipo Imagem que contém características distinguíveis e que personifica, em si, um dado valor, dom, predicado do caráter ou alma humana.

Catarse De origem grega, é uma palavra utilizada em diversos contextos, uma delas, a psicanálise. Sob a ótica da psicologia, catarse é o experimentar da liberdade em relação a alguma situação opressora.

Chiste De origem alemã, significa “gracejo”, a palavra chiste é definida por Freud, como uma válvula de escape de nosso inconsciente, que o utiliza para dizer em tom de brincadeira, aquilo que realmente pensa. Freud acreditava que utilizar o humor e a ironia no dia a dia deixava o cotidiano mais leve e a realidade mais tolerável.

Doenças Psicossomáticas As doenças psicossomáticas agem de forma intensa na saúde do corpo. As emoções e sentimentos mais fortes são percebidos pelo hipotálamo, estas funções alteram a conexão do hipotálamo com a hipófise,causando assim doenças respiratórias, de pele, circulatórias e gastrointestinais, levando a crer que quando há doenças psicossomáticas, tem componentes psíquicos, provocando manifestação de doenças orgânicas ocasionadas por problemas emocionais.

Estrutura Tripartite da mente Estrutura da personalidade. Inspirado por Platão, Freud em sua teoria sobre a personalidade atribuiu funções físicas para as partes ou órgãos da mente. Tais partes foram nomeadas de Id, Ego e Superego.
Fobia Temor exagerado em situações, objetos, animais ou lugares. Sob o ponto de vista clínico, faz parte do espectro das doenças de ansiedade.

Neurastenia É uma doença nervosa que se manifesta pelo enfraquecimento do sistema nervoso. É provocado pela permanência prolongada em ambientes mal ventilados, esgotamento mental, exposição a emoções fortes. Os sintomas são, depressão, tremores injustificados, formigamento nas mãos, dormência dos membros inferiores, dificuldade de concentração, irritação e cansaço fácil. O prognóstico positivo na neurastenia avança na medida em que o indivíduo consegue enfrentar seus conflitos e vencer as dificuldades. Já um prognóstico mais sombrio acontece quando os sintomas estão associados a distúrbio de caráter e o indivíduo resiste a mudar sua posição para uma atitude mais otimista e corajosa. Enfim, a neurastenia aborda diversos sintomas característicos de muitas doenças e que em seu conjunto permite formar uma síndrome com debilidades físicas e mentais.

Neurose Desordem mental, causando tensão, não interferindo no pensamento racional ou com a capacidade funcional da pessoa. Causa ansiedade, fobias, impulsos e obsessões, passíveis de serem tratadas pela psicoterapia.
Repressão A repressão consiste em afastar, uma determinada coisa do consciente, mantendo-a no inconsciente. Ainda assim, o material reprimido continua fazendo parte  do psique, apesar de inconsciente continua causando problemas. Segundo Freud, sintomas histéricos com frequência tem sua origem em alguma antiga repressão. Algumas doenças psicossomáticas, tais como asma, artrite e úlcera, também poderiam estar relacionadas com a repressão.
Subjetividade O mundo interno de todo e qualquer ser humano. Este mundo é composto por emoções, sentimentos e pensamentos. Através da nossa subjetividade construímos um espaço relacional, ou seja, nos relacionamos com o outro.

Depressão

A depressão caracteriza-se por um grande desinteresse pela vida, podendo levar ao suicídio ou a uma incapacidade de funcionamento quer físico quer mentalmente.

O estado de depressão pode acontecer na infância, na adolescência, na vida adulta ou mesmo após o parto, dando a sensação de incapacidade de lidar com algo, sente que não vale a pena viver ou lutar, levando-o a afastar-se de tudo e de todos.

As principais causas da depressão são: emocional, física, física e emocional, desarranjos hormonais ou carências nutricionais.

A depressão afeta o apetite e o sono. O tratamento é feito através de psicoterapia e antidepressivos.

Dificuldade de aprendizagem

Atualmente o objetivo da escola é promover a aprendizagem de todos os seus alunos para que atuem como cidadãos.Quando os mesmos apresentam dificuldades de aprender, de absorver o conhecimento ou mesmo a falta de interesse de ir ao encontro do conhecimento, há necessidade de apurar a ligação com a realidade, de avaliar aspectos emocionais e sociais, de entender a valorização do conhecimento na família.

Considera-se dificuldades de aprendizagem uma resposta insuficiente do aluno a uma exigência ou demanda da escola. Devemos respeitar a individualidade, valorizando o que cada um sabe, suas potencialidades e não suas dificuldades, nem todos aprendem da mesma maneira cada um aprende a seu ritmo.

Sintetizando, aprendizagem é um processo de construção que se dá na interação do aluno com o meio que o cerca.

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